Saudade

By J.S. Porter

I’m listening to Mahler’s 5th.,
adagietto, the ten minutes of music
Visconti uses in Death in Venice to
make audible Aschenbach’s beaded
anguish on the beach under an umbrella
or at his bedroom window longing for
Tadzio splashing in the water. Saudade
Portuguese says for what is wished for
and cannot be.

For everyone peering through windows
and over-dressed in the heat, for everyone
with bad nerves, chilled and shaken by
fever, fastidious and over-refined, for
everyone who goes on looking and longing
without the possibility of touching the loved
one on the shore, there comes a comforting
sound, succor for a troubled mind.

Saudade (translated by Antonio Lopes)

Estou escutando de Mahler a 5.’,
adagietto, os dez minutos de música
que Visconti usa no Morte em Veneza
tornando audível a angústia adornada
de Aschenbach na praia sob pára-sol
ou à janela do seu quarto ansiando por
Tadzio chapinhando na água. Saudade
dizem os Portugueses para o desejado
e que não pode ser.

Para todo aquele espreitando por janelas
e enroupado no calor, para todo aquele
de mau nervo, gelado e tolhido por
febre, fastidioso e refinadíssimo, para
todo aquele olhando e desejando
sem a possibilidade de tocar o amado
ente na costa, vem um reconfortante
som, socorro para mente agastada.

More words |